Finalmente, com dias de atraso consegui assistir a novela
que parou o Brasil e virou assunto de comentário em boa parte do mundo nas
redes sociais. Eu até o presente momento não consigo perceber o motivo, razão,
ou seja, o que for que faz com pessoas se identifiquem e acabem perdendo um
tempo tão escaco e precioso assistindo uma novela. É claro, que estou incluído
nesse mundo de sem noção. Mas vamos os
que, de fato, nos interessa. Como afirmei acima acabei de assistir o “Gran
finale” da novela “AVENIDA BRASIL”. Não poderia ter sido menos patético,
principalmente por conta dos destinos das personagens. Carminha, a redimida:
depois de passar meses (para nós, é claro) aprontado todas, fazendo mil e uma
armações passou três anos na cadeia e teve o lixão como destino. Aliás, para
alguns o preço do pecado é morte, como rolou para o Max, para outros, no caso
da Carminha _ o lixão. O Leleco depois de provar as deliciosas curvas da Tessália
resolveu voltar a curtir o terreno ondulado da Muricy, aliás, outra toupeira
que trocou o Adalto pelo ex. Falando em Adalto o cara é patético, imaginem
chupar chupeta até os 30 anos. O cara perdera um pênalti porque alguém o chamara
de “chupetinha”, fala sério. Mas nem tudo estava perdido para que o “Divino
Futebol Clube” pudesse, finaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalmente voltar à divisão de elite,
a primeira. Acreditem, acreditem qualquer coincidência com a realidade é verossimilhança,
acho que é ao contrário, mas “deixa queto” a licença poética me permite fazer
essa troca. O intrigante é que o cara não jogava há mais
de 15 anos e a decisão do campeonato seria no outro dia. A pergunta é: como a
confederação brasileira de futebol permitiu que um jogador aposentado e não
registrado pudesse participar da final do campeonato, não como técnico, mas
como jogador? Foi nesse momento que entra Olenka, a fura olho, a pedófila, a psicóloga
e acaba com o trauma do rapaz ajudando-o a queimar sua “pepeta”. Se eu soubesse
chorar teria alagado a minha sala naquele momento, ECA.
O Cadinho, o herói dos homens do Brasil conseguiu, mesmo na
mais completa e absoluta miséria, PINDAIBA, DERROCADA... ter suas mulheres de
volta e com direito a casamento. Sempre ouvi comentários de que a parte do
corpo do homem que a mulher mais gosta é o bumbum, não por sua forma
arredondada, mas por sem o local mais próximo da carteira. Avenida Brasil veio
derrubar esse mito.
O momento mais marcante entre tantos que nem sei contar(acho
que é pelo fato da minha área ser letras) foi quando Nina e o bocó do Jorginho
chegaram ao lixão com o filhinho para visitar Carminha, nossa!!!!! Mil vezes
noooooooooooooooosa, quase chorei outra vez. Acho que preciso para de usar a
palavra quase, é insuportavelmente indefinida.
Finalmente não entendi o motivo de o Brasil ter parado por
uma coisa tão sem graça, se gosto, insossa. ÊITA novela chata. Só Esporte Clube
Vitória GANHOU COM O MARKETING, sim, ganhou mesmo. Toda vez que o lixão
aparecia os torcedores do Vitória viam a estádio do time e o que é melhor, em
horário nobre sem gastar um centavo. Cansei,
estou sem argumentos, igualzinho ao autor dessa novela. Na falta de algo
produtivo, de uma coisa boa para se discutir, como a questão da sustentabilidade,
que poderia ter sido explorada a partir do lixão, falou de uma vida cotidiana e
sem graça de uns personagens chatos e igualmente sem graça. Um dia eu tomo
vergonha na cara e deixo de assistir porcaria.

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