quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Instantes"


Se eu pudesse viver novamente a minha vida,

na próxima trataria de cometer mais erros.

Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.

Seria mais tolo ainda do que tenho sido,

na verdade bem poucas coisas levaria a serio.

Seria menos higiênico.

Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.

Iria a mais lugares onde nunca fui,

tomaria mais sorvete e menos lentilha,

teria mais problemas reais e menos imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida.

Claro que tive momentos de alegria.

Mas, se pudesse voltar a viver trataria de ter só bons momentos.

Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.

Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda chuva e um pára-quedas.

Se voltasse a viver viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim de outono.

Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres, brincaria mais com as crianças, se eu tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo.


Jorge Luiz Borges


Quem falou que a poesia não pode expressar o que a alma quer dizer...

Que maravilhoso poema.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O amor




Amar é acima de tudo uma arte, uma arte que, infelizmente, muitos não sabem ou não cultivam. Amar não é simplesmente querer está próximo de alguém, é bem mais isso. Amar é a comunhão de duas ou mais almas, dois ou mais corpo, digo dois ou mais porque existem infinitas formas de amar e todas têm que ser respeitadas. O amor é algo que é impossível de ser realizado por uma única pessoa, em si mesmo; mesmo que essa pessoa ache que amar a si basta e ser realizará com esse amor. O amor não é reflexivo, embora seja uma condição essencial que amemos a nós mesmo, para que depois venhamos a amar uma outra pessoa ou outras pessoas. O amor não é pra ser internalizado, isso foi feito pelos autores do Romantismo e deu no que deu, o monte homens idealizando amores irreais, muito pelo contrário, o amor é para por pra fora, manifestado sempre e sempre. Não se deve ter vergonha de amar e sim de saber o que é isso ou ainda de não ser amado. O amor não é uma mercadoria, não se vende ou se compra, pobre daqueles que pagam ou recebem por “amor irreal”, é a mais dura ilusão. São amores clandestinos.
Engana-se quem pensa que o ódio não é uma forma de amar ou é uma antítese do amor, nada disso o ódio é um sentimento tão importante quanto o amor, aliás, é um amor de forma diferente, é um amor doente. A linha que separa o amor do ódio é tênue e basta um pequeno movimento e pronto, o amor torna-se ódio ou vice-versa. Se amar fosse algo realizável por uma única pessoa e em si mesma, não seria necessário procurar o amor em outra pessoa, pois bastaria amor que próprio. Desde os primórdios da humanidade o homem vive pregando o amor, são manifestos, livros, artigos e outras obras relativas a essa coisa, o amor. São muitas as definições para algo que sentimos todos, mas ninguém jamais conseguiu defini-lo de forma real, incontestável. A loucura é vista por algumas pessoas como uma espécie de amor, os sonhos são entendidos ou interpretados como amor platônico, nossa! Mas o que é mesmo amor. Não seria eu quem daria a definição final, o conceito verdadeiro e irrefutável. Eu apenas sei amar e sinto-me muito feliz por ser amado. Quando se é amado não é obrigado a amar a mesma pessoa, não há lei que obrigue a retribuir o sentimento, mas o bom senso obriga-o a respeitar o sentimento do outro por você. Esqueçam as regras, aliás, no amor não existem regras, são sentimentos e nesse campo não cabem as regras ou leis, senão as do coração.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

As difereças nas igualdades


Todo o ano é a mesma ladainha é a mesma história. Todos acreditam que o ano vindouro será melhor que o que está por terminar. Alguns até acertam, mas infelizmente é minoria, para outros é uma verdadeira decepção, problemas e mais problemas que se acumulam e não são resolvidos. A vida realmente é cruel com muita gente. Gostaria de poder entrar em 2009 com a certeza de que mudanças necessárias para o bem estar de muita gente serão realizadas, mas infelizmente deixei de sonhar já faz algum tempo e hoje vivo apenas na "ilusão" de que é possível fazer diferente. Eu bem que tento fazer minha parte, mas é praticamente imperceptível, é um nada. Gostaria de escrever como o homem resolver aceitar o outro como igual, mesmo esse sendo diferente, como as pessoas aprenderam que o respeito é algo que não se pede que não se exige e sim que se conquista. Nós temos a obrigação de respeitar o outro como desejamos que nos respeitem. Os Estados Unidos da América, país, que, diga-se de passagem, tem o preconceito empidemidido na pele da maioria dos americanos, conseguiu quebrar uma hegemonia de séculos e eleger um presidente negro. Quem diria que isso seria possível. Nós, brasileiros não conseguimos, embora gritemos que não somos preconceituosos. Êta mentira, e que mentira! Pois é, os EUA conseguiram tornar uma utopia em realidade, espero que minha utopia de que um dia todos se vejam como cidadãos, como pertencentes à mesma raça – a humana e não vendo as diferenças de cor, etnia, religião, sexualidade etc. Enfim, vou deixar sonhar e esperar a realização dessa utópica questão. Somos únicos, somos singulares, mas ao mesmo somos plural. Únicos em sentido de identidade e plural no sentido da mesma identidade, da mesma crença de pertencentes ao mesmo grupo, a mesma sociedade.
Todos os anos é a mesma ladainha é a mesma história. Todos acreditam que o ano vindouro será melhor que o que está por terminar. Alguns até acertam, mas infelizmente é minoria, para outros é uma verdadeira decepção, problemas e mais problemas que se acumulam e não são resolvidos. A vida realmente é cruel com muita gente. Gostaria de poder entrar em 2009 com a certeza de que mudanças necessárias para o bem estar de muita gente serão realizadas, mas infelizmente deixei de sonhar há algum tempo e hoje vivo apenas na "ilusão" de que é possível fazer diferente. Eu bem que tento fazer minha parte, mas é praticamente imperceptível, é um nada. Gostaria de escrever como o homem resolver aceitar o outro como igual, mesmo esse sendo diferente, como as pessoas aprenderam que o respeito é algo que não se pede, que não exige e sim que se conquista, que temos a obrigação de respeitar o outro como desejamos ser respeitados.

Os Estados Unidos da América, país, que diga-se de passagem tem o preconceito epidemidido na pelo de maioria dos americanos, conseguiu quebrar uma hegemonia de séculos e eleger umpresidente negro. Quem diria que isso seria possível