
Amar é acima de tudo uma arte, uma arte que, infelizmente, muitos não sabem ou não cultivam. Amar não é simplesmente querer está próximo de alguém, é bem mais isso. Amar é a comunhão de duas ou mais almas, dois ou mais corpo, digo dois ou mais porque existem infinitas formas de amar e todas têm que ser respeitadas. O amor é algo que é impossível de ser realizado por uma única pessoa, em si mesmo; mesmo que essa pessoa ache que amar a si basta e ser realizará com esse amor. O amor não é reflexivo, embora seja uma condição essencial que amemos a nós mesmo, para que depois venhamos a amar uma outra pessoa ou outras pessoas. O amor não é pra ser internalizado, isso foi feito pelos autores do Romantismo e deu no que deu, o monte homens idealizando amores irreais, muito pelo contrário, o amor é para por pra fora, manifestado sempre e sempre. Não se deve ter vergonha de amar e sim de saber o que é isso ou ainda de não ser amado. O amor não é uma mercadoria, não se vende ou se compra, pobre daqueles que pagam ou recebem por “amor irreal”, é a mais dura ilusão. São amores clandestinos.
Engana-se quem pensa que o ódio não é uma forma de amar ou é uma antítese do amor, nada disso o ódio é um sentimento tão importante quanto o amor, aliás, é um amor de forma diferente, é um amor doente. A linha que separa o amor do ódio é tênue e basta um pequeno movimento e pronto, o amor torna-se ódio ou vice-versa. Se amar fosse algo realizável por uma única pessoa e em si mesma, não seria necessário procurar o amor em outra pessoa, pois bastaria amor que próprio. Desde os primórdios da humanidade o homem vive pregando o amor, são manifestos, livros, artigos e outras obras relativas a essa coisa, o amor. São muitas as definições para algo que sentimos todos, mas ninguém jamais conseguiu defini-lo de forma real, incontestável. A loucura é vista por algumas pessoas como uma espécie de amor, os sonhos são entendidos ou interpretados como amor platônico, nossa! Mas o que é mesmo amor. Não seria eu quem daria a definição final, o conceito verdadeiro e irrefutável. Eu apenas sei amar e sinto-me muito feliz por ser amado. Quando se é amado não é obrigado a amar a mesma pessoa, não há lei que obrigue a retribuir o sentimento, mas o bom senso obriga-o a respeitar o sentimento do outro por você. Esqueçam as regras, aliás, no amor não existem regras, são sentimentos e nesse campo não cabem as regras ou leis, senão as do coração.

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